O RESSENTIMENTO COMO UMA VIA PSÍQUICA DE REPETIÇÃO: UM DIÁLOGO ENTRE FREUD E NIETZSCHE

Nome: ROBERTA JANONE DOS REIS E VAZ

Data de publicação: 05/05/2026

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANTONIO EDMILSON PASCHOAL Examinador Externo
JEAN DOS SANTOS VARGAS Examinador Externo
WANDER ANDRADE DE PAULA Presidente

Resumo: Esta dissertação investiga as questões do sofrimento humano e do adoecimento psíquico, por
meio de uma análise do conceito de ressentimento em Friedrich Wilhelm Nietzsche e da
compulsão à repetição, em Sigmund Freud. Examina-se o ressentimento do ponto de vista de
uma condição psíquica que aprisiona o sujeito em um ciclo repetitivo de eterno retorno de um
sofrimento. Desse modo, propõe-se um diálogo entre psicanálise e filosofia. Com base em
uma possível inter-relação entre esses conceitos, discute-se a ideia de um passado que insiste
em voltar, que aparece como algo não elaborado e que se manifesta na vida cotidiana,
ocasionando o aprisionamento do sujeito. Com base nesse objetivo, a pesquisa parte da
hipótese de que o ressentimento em Nietzsche, apesar de possuir distintos desdobramentos,
pode ser compreendido como uma manifestação psíquica análoga à compulsão à repetição
conceituada por Freud. Para discutir essa possível relação, são propostos quatro capítulos. No
primeiro iremos demonstrar o aspecto fisiopsicológico do ressentimento; discutir o
funcionamento da memória e a relação com uma memória incapaz de esquecimento ativo e
como se dá essa relação da memória com o passado em ambos os autores. O segundo capítulo
discute aspectos do impulso em Nietzsche e em Freud. O terceiro aprofunda a conceituação de
ressentimento em Nietzsche e seus aspectos. No quarto e último capítulo serão tratados
aspectos centrais da compulsão à repetição em Freud e do eterno retorno em Nietzsche. Ainda
neste capítulo, investigam-se aspectos do ressentimento no que diz respeito à dinâmica
repetitiva que fixa o sujeito em uma ofensa passada, aprisionando o sujeito em uma posição
subjetiva de sofrimento. Por fim, pretende-se apontar ainda no quarto capítulo, algumas
possibilidades para uma possível superação do ressentimento, bem como a possibilidade de
uma transformação subjetiva, por meio da qual o sujeito deixa de repetir uma forma de
sofrimento durante sua vida.

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