O LIBERALISMO POLÍTICO DE JOHN BORDLEY RAWLS: UMA ANÁLISE DA CONCEPÇÃO POLÍTICA DE PESSOA
Nome: WELLINGTON ALAN SOARES MARQUES
Data de publicação: 27/02/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ALCEU MAURÍCIO JUNIOR | Examinador Interno |
| EVANDRO BARBOSA | Examinador Externo |
| RICARDO CORREA DE ARAUJO | Presidente |
Resumo: Esta dissertação investiga como a concepção política de pessoa em John Rawls oferece a base
que justifica a prevalência dos valores políticos sobre valores religiosos, filosóficos ou morais
abrangentes, em uma sociedade bem-ordenada. Para tanto, analisa-se a evolução da concepção
de pessoa desde Uma teoria da justiça (1971), na qual se apresenta como uma concepção moral,
fundada nos dois poderes morais, até O liberalismo político (1993) no qual se torna uma
concepção estritamente política, referida ao cidadão, independentemente de qualquer doutrina
abrangente especifica. Dessa análise, emerge uma necessária distinção terminológica entre
identidade pública (do cidadão), identidade moral abrangente (dos compromissos não-
públicos) e identidade moral total (sua síntese pelo consenso sobreposto). A pesquisa demonstra
que, ao se compreenderem como livres nos três sentidos propostos por Rawls, independência
em relação a uma concepção particular do bem, autoautenticativo de suas reivindicações e
responsabilidade por seus fins, os cidadãos internalizam e priorizam as virtudes e os valores do
político. Conclui-se que, ao delimitar o domínio do político como esfera pública de justificação,
Rawls fornece uma resposta coerente ao problema da estabilidade social sob o pluralismo
razoável, sustentando a possibilidade de uma adesão reflexiva, e não coercitiva, à primazia dos
valores e virtudes do político.
