A CONTROVÉRSIA PHÝSIS E NÓMOS NO PENSAMENTO SOFÍSTICO: Convergências e dessemelhanças no debate em torno ao natural e convencional em Protágoras, Cálicles, Anônimo de Jâmblico e Antifonte.
Nome: FABRICIO SOARES SANTOS FONTES
Data de publicação: 18/12/2025
Resumo: Esta tese tem por objetivo investigar como a controvérsia phýsis e nómos, a
dualidade natureza e lei/costume/convenção, pode ser compreendida como o elemento
central às teorias filosóficas dos sofistas gregos, o tema unificador que fundamenta,
perpassa e entrelaça grande parte de suas ideias, constituindo as bases de um diálogo
continuado em torno de questões centrais e premissas comuns. A questão é inicialmente
abordada com maior generalidade, definindo o sofista em comparação ao filósofo, de
modo a considerar os sofistas sob o aspecto de sua produção teórica, distinta de sua prática
(onde primariamente se inserem os temas do ensino e da retórica), e nisto estabelecer uma
temática basilar que suficientemente os congregue filosoficamente. Partindo desta
perspectiva, são investigados elementos partilhados entre os sofistas, de modo a
fundamentar a primazia e predominância da dualidade phýsis e nómos em seu
pensamento. O problema é depois circunscrito a quatro indivíduos, representativos da
diversidade que caracteriza a sofística e da variedade de suas fontes: Protágoras, Cálicles,
Anônimo de Jâmblico e Antifonte. Através da exegese de seus quatro “discursos” é
explorado o debate interno em torno à distinção e oposição phýsis e nómos — as relações
estabelecidas, as inspirações, semelhanças, reformulações, críticas e refutações —,
demonstrando ser este o fio condutor de suas ideias.
