PARA NÃO MATAR A MORTE
A experiência humana da morte em Rostos da Morte e Morte e Alteridade de
Byung-Chul Han

Nome: GLADSON PEREIRA DA CUNHA

Data de publicação: 10/07/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
LEANDRO PINHEIRO CHEVITARESE Examinador Externo
LUCIO VAZ DE OLIVEIRA Presidente
SAMON NOYAMA Examinador Externo

Resumo: A morte é um fenômeno da existência humana. No entanto, a sociedade contemporânea
ocidental, de acordo com a percepção do filósofo sul-coreano radicado na Alemanha
Byung-Chul Han, os membros dessa sociedade têm procurado a todo custo eliminar de
suas consciências a gravidade da morte como um dado fenomenológico da existência.
Nem mesmo o pensamento filosófico tem escapado a essa tendência. Para isso, argumenta
Han, os filósofos ocidentais têm recorrido ao pensamento metafísico para eliminar da
consciência o horror ante a finitude e mortalidade humana, trabalhando dialeticamente as
dores e as negatividades da vida, com a finalidade de lhes atribuir um novo significado
além do que fenomenologicamente pode ser alcançado. Em contrapartida, segundo Han,
a morte conduz ao nada, embora tenha a oferecer, uma perspectiva existencial para o
vivente. Esta dissertação tem, portanto, o objetivo de discutir o pensamento de ByungChul Han acerca da morte, conforme apresentado em duas obras em específico: Rostos
da Morte (2021b) e Morte e Alteridade (2022d). Esse trabalho tem como foco três
modos de experiência da morte, de acordo com Han: (1) a experiência lutuosa da morte,
por meio da qual o ser humano mantém-se consciente da negatividade da existência, a
partir da gravidade do reconhecimento de sua finitude (ao invés de opor-se à sua negação
ou à reação heroica), seja pela via do apego ao si mesmo, seja pelo apego ao outro, a
opção é um assumir uma via mediana; (2) a experiência ética da morte, em que se
descreve o comportamento humano diante da morte em contraponto com a proposta de
Han e, por fim, (3) a experiência comunitária da morte, no qual se apresentará o modo
como Han entende que a existência humana não é uma experiência de isolamento
autorreferenciado, mas em abertura não apenas aos outros seres humanos, como também
ao mundo que o rodeia.
PALAVRA-CHAVE
Morte. Luto. Dor. Metafísica. Byung-Chul Han

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