Una aproximación a la concepción de la libertad en la época actual desde la
obra de Byung Chul-Han

Nome: Diana Angelica Villarraga Gonzalez
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 30/12/2021
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Lúcio Vaz de Oliveira Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Adriano Correia Silva Examinador Interno
Daniel Arruda Nascimento Suplente Interno
Leandro Pinheiro Chevitarese Examinador Externo
Lúcio Vaz de Oliveira Orientador
Samon Noyama Suplente Externo

Resumo: Esta pesquisa tem como pretensão aprofundar a questão do que está sendo gradualmente entendido como o ideal de liberdade na sociedade atual. Numa sociedade cada vez mais submersa pelos avanços tecnológicos, industriais e produtivos, considera-se um assunto fundamental o fato de repensar a liberdade. Focalizada especialmente na sociedade ocidental, o objetivo é descobrir se ela abriga o sentido duma genuína liberdade ou é apenas uma ilusão tergiversada, na que o sujeito considera-se livre, mas possivelmente pode estar mais submetido do que ele mesmo acha. Esse ardil em que o conceito da liberdade foi desenvolvido levanta suspeitas sobre seu sentido paradoxal. O sistema de poder capitalista neoliberal projeta sobre o sujeito uma liberdade baseada principalmente no impulso de desejos, emoções e entusiasmos dirigidos para o excesso de trabalho, de consumo, de informações na qual a comunicação digital torna-se o principal meio pelo qual o sujeito não é mais entendido como sujeito livre, mas como projeto e administrador de sua própria vida. O sujeito cada vez mais direcionado ao excesso de desempenho e de positividade torna cada vez menos necessária a exploração e a coerção por agentes externos que gradualmente o transformam em um ser cada vez mais hiperativo e hiperpassivo que, diante de um excesso de estímulos positivos, acaba em uma guerra internalizada consigo mesmo e é capaz de se explorar e coagir a si mesmo; o que, na maioria dos casos, leva a distúrbios psíquicos, tais como depressão ou síndrome de esgotamento. Tomo como ponto de partida um prolífico e cada vez mais conhecido autor em nossa sociedade contemporânea, Byung-Chul Han. Embora seu trabalho seja extenso, a maior parte dele quase sempre confluirá para o mesmo ponto: O sistema de poder capitalista neoliberal persuade e projeta na psique do sujeito, a ideia de que para ser livre ele deve dobrar seu caráter, tornando-se mais e mais flexível, respondendo positivamente às lógicas de uma mecânica mercantil e digital na qual o sujeito é muitas vezes apenas um elo ou o meio dessas lógicas de superprodução atual. É por isso que ele afirma que se o sistema de poder da sociedade disciplinar era biopolítico, o sistema de poder da sociedade neoliberal é psicopolítico, já que o controle ou o domínio é exercido diretamente sobre a psique do sujeito. A mídia e os dispositivos digitais de controle são fundamentais para projetar no sujeito a ideia de que o impulso das emoções e desejos fugazes o tornam o projeto e o administrador de sua própria vida, e nesta ideia é projetado o sentido de sua liberdade. Entretanto, a realidade é que o sujeito está cada vez mais submergido em um excesso de desempenhos porque responde quase sempre de forma positiva aos estímulos que o levam a render, a ser rápido e eficiente.

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